SE TIVER GREVE A CULPA É DO GOVERNO

É o que afirma o presidente da ASPRA-PE José Roberto Vieira. Se houver uma greve da Polícia e Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco, a culpa é da falta de habilidade do Governo do Estado. A Associação de Praças de Pernambuco (ASPRA – PE) vem a público externar a sua insatisfação quanto ao tratamento concedido pelo governo às entidades representativas.

Há dois anos, desde a última greve da PMPE e CBMPE, foi criada uma mesa de negociação permanente dos militares estaduais com o objetivo de discutir as demandas da tropa, conforme pauta de reivindicações apresentadas ainda naquela época. Desde então, o governo está visivelmente empurrando problemas com a barriga.

Após a mudança do secretário, a ASPRA – PE acreditava que finalmente as reuniões da mesa de negociação fossem devidamente retomadas. Afinal, são as associações que têm legitimidade para representar e lutar pelos interesses da tropa. Se não fosse assim, elas não teriam surgido. No entanto, o Governo mais uma vez não respeitou as entidades e passou a negociar somente com os comandos.

Nada contra os coronéis, mas quem fala pela tropa são as entidade representativa de classes. Para que então foi criada a mesa de negociação? Até agora, nada do que pedimos foi atendido. O Hospital da PMPE está cada vez mais sucateado, continuamos sofrendo com o excesso de carga horária de trabalho, falta equipamento de trabalho, a Guarda Patrimonial está abandonada a própria sorte, os bombeiros sofrendo para dar conta do serviço sem a menor estrutura.

Quem sofre é a sociedade que vive sendo enganada pelo Governo mas percebi, na prática, que algo está errado. Como podemos conter a escalada da violência se não nos dão as mínimas condições de trabalho? É hora de mostrarmos nossa força! Vamos lotar a Praça do Derby e as ruas do Recife na próxima terça-feira, dia 06, a partir das 14 horas e mostrar a esse governo que temos força. A Associação de Praças de Pernambuco (ASPRA-PE) convida a todos os policiais e bombeiros militares para a Assembléia Geral sobre a nossa proposta salarial. Não vamos abrir mão da nossa representatividade.

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