Por Rômulo Felix: Gestão em Jaboatão é deficiente de políticas públicas ; sem visão, sem mobilidade, sem respeito e amor ao próximo

Rômulo Felix

A lei da acessibilidade (n°10.098 dezembro 2000)   da o direito  de ir e  vir  a pessoas portadoras de deficiência.
No entanto,  a falta de  políticas  públicas  mantém  os mesmos , prisioneiros  e cerceia  seus direitos  de locomoção  e sua dignidade  enquanto  ser humano. 
Em Jaboatão  o que observamos  é  a falta  de projetos  e ações  no intuito  de minimizar   o desconforto  causado  a cadeirantes  e portadores  de  outras deficiências  físicas. 
São situações  presentes no cotidiano das  pessoas com deficiência e tem   se tornado cada vez maiores no decorrer dos anos.
Justamente  pela  falta  de  visão   e compromisso  social com a cadeia de necessidades de deslocamentos diários dessas  pessoas  que  tem rotinas  iguais  a pessoas  sem deficiência. 
O que torna  os  afazeres diários como ir ao  trabalho,  escola, faculdade, médico  ou simplesmente  ir à um shopping  uma odisséia  cansativa  e humilhante. 
A questão  urbanística  e   os espaços  públicos  ocasionam  uma barreira  e excluem  esses  cidadãos  contribuintes  do seu  direito  e seu valor  na sociedade. 
A política  nacional  de mobilidade  urbana  exige que cidades   com mais de vinte mil  habitantes  produzam  e executem  um plano  de  acessibilidade  para pessoas  com deficiências. 
Não  podemos  ficar com jogos de empurra ou simplesmente  nos fingir  de cegos  e ignorar  a necessidade  urgente  de  planejar  e valorizar  o direito  à cidadania  das pessoas  com necessidades  especiais. 
Em Jaboatão não  temos  uma praça  inclusiva, que é um espaço  pensado  para pessoas com  necessidades especiais, para  que  elas  também  tenham uma área  pública para a prática  de atividades  físicas, culturais e de lazer.  Sem  falar que a cidade   é  pouquíssimo  acessível, calçadas irregulares  e com muitos  buracos, falta de rampas nas calçadas, portas  sem  espaço  suficiente  para  ir ao banheiro e o transporte  completar  não  está preparado  para  atender  a  esse  tipo  de usuário. 
O preconceito  ainda é  a maior  barreira  para reconhecer,  respeitar  e valorizar   os portadores de necessidades especiais.  
Para quebrar  essas barreiras, além do compromisso  moral,  precisamos  ter um outro  olhar  e o  verdadeiro  amor  fraterno por nossos  irmãos . 

 
Esse  texto  é  uma homenagem  a meu amigo  Felipe  Gervásio, que é  um batalhador intransigente  na defesa dos  direitos  das pessoas  com deficiência  no estado de Pernambuco. 
 
 Rômulo Félix é morador de Piedade, administrador de empresa , líder da ONG Liberdade PE em Jaboatão e apaixonado por sua cidade e seu povo.
 

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