Onde está a oposição?

Há um sentimento comum de contrariedade que se manifesta com frequência na frase que dá título a esse artigo.

Onde está a oposição?1 CARTAZ PASSEATA JABOATÃO

Esse sentimento está presente de uma forma geral na sociedade por conta da incapacidade do governo de gerir os serviços públicos com uma qualidade compatível aos elevados impostos que pagamos. Essa contrariedade também está presente em diversos segmentos profissionais que se tornam, de súbito, alvo de medidas autoritárias, demagógicas e improvisadas por parte dos gestores. Em Jaboatão pode-se constatar pela forma de governo autoritário:

Corte no salario dos servidores sem discursões com o sindicato, como é dito “na calada da noite” no Projeto de Lei 046/2013

Movimento dos estudantes pelo passe livre foi reprimido pelo prefeito que chamou a todos de rato de esgoto, em sua publicação pelo seu twitter

Não pagamento dos direitos dos 517 exonerados pelo governo em 12/10/2012.

Aumento absurdo do IPTU

Medidas repressivas contra os inadimplentes dos cofres públicos em vez de negociações.

Há muita coisa por trás desse simples questionamento: onde está a oposição? Pretendemos promover aqui uma provocação para reflexão.

De início, é preciso entender que numericamente a oposição hoje é muito menor que a base governista, podemos dizer que não existe. Pela ultima votação Projeto de Lei 046/2013, que, segundo sindicalistas e servidores da educação no município “retira e congela direitos históricos dos trabalhadores”. Indicam os números a falta de uma oposição, pois dos 27 vereadores apenas 1 votou contra o prefeito, e a sociedade “organizada” esta calada.

A oposição não atua com grande intensidade na articulação com segmentos igualmente descontentes e no contato direto com a comunidade.

Não é apenas o tamanho da base do governo que compromete a visibilidade da atuação da oposição. Há outros dois componentes importantes: a natureza do papel da oposição e o respaldo que a população lhe dá.

Em Jaboatão, a visão geral é que a oposição não se opõe a nada, só reclama mas não se junta e não age. Logo, seu papel hoje é apenas contra tudo, o tempo todo. Dificilmente a oposição é vista como uma visão alternativa, uma proposta diferente. Frequentemente é percebida como o grupo dos ressentidos, do contra, aqueles que não foram vitoriosos na eleição. É uma visão incompleta da democracia. Cada vereador eleito é representante, ou pelo menos devia ser, de um segmento da sociedade que lhe confiou o mandato, mas contrariamente tem se posicionado ao lado do prefeito e contra os interesses do povo.  Por este motivo, cada parlamentar devia ser respeitado, não por quem ele é, mas por quem ele representa. Um governo democrático respeita e ouve o povo e a oposição, mas esse governo não ouve nem mesmo a base governista.

Essa visão negativa da oposição tem raízes históricas em Jaboatão, apesar de sermos um povo historicamente de luta, como alguns exemplos: Batalha dos Guararapes, Intentona Comunista etc, mas nas últimas quatro décadas entramos em decadência e desmoralização de lideranças politicas, o primeiro ato de protesto da população contra esta situação foi a expressiva votação para vereador do “Bode Cheiroso”, outro dado é o numero de interventores no executivo, acontecendo um fato inédito no Brasil, em Jaboatão o Governo do Estado teve que colocar um interventor do interventor posto anteriormente, uma vergonha para nos Jaboatonenses.

Há muito o que corrigir dos males que as Quatro Década Perdida impôs a Jaboatão.  Há muito o que fazer, muito por que lutar. A oposição deve se organizar e ficar atenta: luta em cada batalha nova que aparece, ir as ruas dialogar com a população e os seguimentos organizados. O simples fato de o governo não ter dificuldade de aprovar mais um de seus desmandos mostra que não temos oposição. Não somos perfeitos, mas estou seguro que estamos do lado certo da batalha. Lutamos por um Jaboatão melhor.

A proposta para sairmos deste marasmo oposicionista é fomentarmos novas lideranças, realizarmos encontros dos seguimentos organizados para fazer uma oposição propositiva, saindo do comodismo da reclamação para a ação por um Jaboatão democrático e melhor.

JABOATÃO TEM JEITO O QUE FALTA É PREFEITO.

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