*Amigos hoje, adversários amanhã, na política é assim*

Na política tudo pode acontecer, inclusive, tudo mesmo. A eleição começou em Pernambuco, isso é mais do que comprovado, em função das movimentações e escolha de adversários, ou potenciais adversários, o que é muito comum neste meio. É impressionante a capacidade de admitir parceria entre os que até pouco tempo eram adversário e chamar de adversários os que eram parceiros de primeira hora, e assim caminha a comunidade política em ano de eleição, quer dizer, tudo pode, se o objetivo do poder for alcançado.

Tenho dito que este ano deve ser um marco na eleição e a inauguração de outros meios para justificar campanhas em partidos sem o fundo partidário, o que devem fazer estes partidos para justificar suas campanhas, se o dinheiro público não existe, será que vai haver doações legais, ou o caixa 2 e 3 e 4 vão existir? Como ter despesas sem uma contra partida de receitas? Pois bem, estas legendas que não tiverem o fundo partidário vão ficando no fundo.

A ideia é que os partidos e políticos dependam majoritamente do orçamento público para financiar suas campanhas, o que não deve ocorrer. Apesar da proibição das doações de empresas, nada foi feito para coibir o uso de caixa dois em campanhas, o que deve continuar com as contribuições empresariais ilegais.

Por fim, ainda estamos sem limites nominais para doações de pessoas físicas, o que vai permitir que multimilionários possam doar, do próprio bolso (e não do caixa de suas empresas) quantias expressivas para determinados candidatos em troca de benefícios futuros.

Conclusão, ter amigos ricos este ano eleitoral, pode fazer a diferença numa campanha. Fica a pergunta: Quem quer ser seu amigo candidato?

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