O campo ainda está fértil para a Oposição em Jaboatão, quem se arrisca?

Jaboatão é hoje uma cidade sem líderes e lideranças, é talvez a cidade onde exista mais possibilidades de surgimento de novos nomes com novas práticas e quem sabe, com novos paradigmas. Passado a ressaca das eleições, cabe-nos aqui uma avaliação de todo o processo eleitoral do município e uma reflexão dos últimos resultados eleitorais que aconteceu na nossa cidade. Não podemos deixar de ir um pouco ao passado recente para poder afirmar que o campo está com grama verde, porém, falta ainda o animal político com práticas confiáveis para a conquista.

Voltamos para a década de 70 e início da de década de 80, nestas duas décadas a cidade surgia de forma espantosa para a política Estadual, o ex-prefeito Geraldo Melo implantava grandes transformações nos três distritos da cidade. Com o Projeto Cura Jaboatão chegou a se transformar num canteiro de obras, com estas obras surgiram novos nomes que passaram a governar a cidade pós Geraldo Melo, importante lembrar que nesta época, Jaboatão sempre teve representantes da Câmara Federal e Estadual que foi fruto do envolvimento e reconhecimento do povo a  seus filhos na gestão municipal, pois bem, passado está era, o município por problemas de brigas políticas, estagnou e não criou mais líderes e os poucos que ficaram não conseguiram aglutinar forças políticas para soerguer a cidade, ao invés disso, preferirem o caminho mais fácil, o de trazer nomes de fora para a tomada de um poder sem poder. Hoje, Jaboatão perdeu a identidade, perdeu suas lideranças e ficou à mercê de salvadores da Pátria que com discurso bonitos e uma roupagem moderna pregam a mudança que não muda.

Importamos do Cabo de Santo Agostinho um Prefeito que governou por 8 anos e saiu com baixo índice de popularidade, agora em 2016, importamos outro Prefeito, desta vez, do Recife, que em sua primeira entrevista fez questão de fazê-la da Avenida Boa Viagem, onde mora e que em nenhum momento assumiu durante a eleição seu real endereço. Este é Jaboatão, o retrato de um município sem identidade e sem um discurso político que reanime os mais de 151 mil eleitores que não quis votar nem no Anderson Ferreira, nem no Neco, este é o número importante e que retrata a real situação da nossa cidade. A partir dos 151 mil eleitores que não quiseram votar nos candidatos que se apresentaram nesta eleição é que afirmamos que o campo é fértil e as lideranças são fracas, por isso, os importados chegam e ganham as eleições. Faltou a cidade um líder que fale com coragem e sem a preocupação de agradar por agradar.

Temos hoje um cenário muito propício e positivo para o surgimento de um novo líder, um nome de alguém que pensa na gestão e não no cargo, que pensa nas mudanças das pessoas e nunca na sua própria mudanças, que tenha um projeto coletivo e não um projeto de família, com isso posto, a oposição precisa se reciclar, criar um ambiente de municipalistas e buscar as alternativas de governança para que em 2020 consiga o voto dos mais de 151 mil eleitores que estão procurando em quem votar.

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