Não se pode culpar o Prefeito Anderson Ferreira por tudo. Os políticos da cidade também tem sua participação no desmonte que passa hoje o município.

Não se pode culpar o Prefeito Anderson Ferreira por tudo. Os políticos da cidade também tem sua participação no desmonte que passa hoje o município.

Tenho visto e analisado muito os últimos acontecimentos na cidade do Jaboatão, comecei a fazer uma análise dos últimos 15 anos de Gestão, vejamos:

Geraldo José de Almeida Melo (1989-1993) – Assumiu o governo pela segunda vez

José Humberto Lacerda Barradas (1993-1997) – Filho do ex-prefeito homônimo.

Newton D’Emery Carneiro (1997-2000) – Sofreu uma intervenção em 1999 assumindo Byron Sarinho e, posteriormente o vice Fernando Rodovalho.

Fernando Antônio Rodovalho (2001-2004) – Era o vice de Newton que ganhou a eleição seguinte.

Newton D’Emery Carneiro (2005-2008) -Assume novamente e quase sofre outra intervenção no fim do mandato.

Elias Gomes da Silva (2009-2016) Elias Gomes foi o único prefeito eleito a exercer dois mandatos consecutivos em Jaboatão.

Como se pode observar, desde 1997 que Jaboatão não elege um Prefeito que fez e faz política na cidade, o Primeiro eleito e que veio de fora, foi o ex-Vereador e Deputado por Recife, Nilton Carneiro, isso em 1997, no seu primeiro governo, a partir deste momento, os Jaboatonenses mandaram um recado muito sério aos políticos da cidade, ou mudam, ou vamos continuar testando os que chegam de fora, foi assim com Rodovalho, Elias Gomes e Anderson Ferreira, que deve ficar até 2020 e tentará a sua reeleição também em 2020 para um governo que deve ir até 2024, isso se não perder a eleição. Bem, o fato está posto, o que vemos ainda são pessoas tentando fazer política ainda sem apresentar uma novidade, e algo que empolgue a cidade, quem sabe uma onda que se possa surfar sem exageros.

Enquanto isso não acontece, mesmo porque, o atual Prefeito não é culpado pelo falta de união dos que se dizem oposição, nem pela Câmara não se impor como um poder independente, nem é culpado porque não é cobrado pela população e também não é culpado pela falta de articulação e falta de organização dos políticos da cidade, que antes mesmo de discutir um projeto de poder coletivo, vivem discutindo fora dos Partidos um projeto meramente pessoal. Enquanto a população não for participe destes projetos de cidade com políticos e políticas que empolguem e não lembrem as velhas práticas políticas, a população vai continuar apostando nas experiencias que vem de fora da cidade, e é neste ponto que o Prefeito aposta para sua reeleição.

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