Dada a largada para as grandes cruzadas evangélicas nos municípios onde existem interesses de eleger ou reeleger evangélicos, cuidado com a brincadeira de crente

Tenho me perguntado muito sobre as ações de pastores e fiéis no uso indiscriminados da crença em benefício dos resultados eleitorais, sou do tempo em que as grandes cruzadas existiam, no entanto, os pastores se limitavam a ganhar vidas para jesus, os políticos existiam? Sim, mais passavam longe destas ações de missões, até porque, as igrejas tinham uma relação equidistante com a política. Lembro-me que já fui candidato a Vereador e nunca pedi voto na minha igreja, na época, e tinha um Pastor muito politizado e que nunca usou o púlpito para pedir votos, o máximo que ele fez uma semana antes da eleição, foi o seguinte; “Meus irmãos, no próximo domingo teremos a eleição na cidade do Recife, aqui em nossa igreja temos dois nomes que estão sendo colocado nas urnas, quem não tiver candidato e queiram conversar ou votar em um destes fiquem a vontade”, depois pediu para os dois ficarem de pé e encerou a apresentação.

Hoje, os tempos mudaram, as pessoas e pastores assumiram de vez o caráter da política no país, alguns esqueceram o primeiro amor e utilizam-se de todo o material humano e eletrônico para criar verdadeiros universos políticos em nome de Deus. O interessante é que em vésperas de uma eleição, as ações aumentam e elas são levadas como se fosse uma conquista de A ou B, infelizmente, aí a emoção vem a flor da pele, são cantores renomados com altos valores, são musicas que mexem com o nosso sentimento e emoção e testemunhos de vidas que mudam de fato a vida de muitos, mas, o que queremos de fato com as cruzadas? Ter uma oportunidade de ser cristão ou ter a oportunidade de uma eleição ou mesmo uma reeleição? Sei que se falarmos, as pedras clamaram, também sei que muitos estão clamando e não ouvimos a sua voz, porque o som das cruzadas estão muito alto.

Pense nisso!

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