Cunha apresentará defesa preliminar ao Conselho de Ética até a segunda-feira

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, disse que o seu advogado apresentará até a próxima segunda-feira (16) a sua defesa preliminar ao Conselho de Ética, que analisa representação do Psol e da Rede Sustentabilidade contra ele por suposta quebra de decoro. “Posso me manifestar em qualquer fase do processo. Neste primeiro momento, será uma defesa preliminar. Se o parecer [do relator Fausto Pinato, do PRB de São Paulo] for pela aceitação [da representação], aí sim apresentarei uma defesa formal, com testemunhas”, explicou. Ele informou ter sido notificado oficialmente do processo na segunda-feira (9).

Cunha disse que está “completamente confiante e completamente tranquilo” quanto à representação no colegiado. Perguntado por repórteres, ele afirmou que a análise dos pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff não tem nenhuma relação com o processo no conselho.

Os jornalistas perguntaram, também, de que forma Cunha recebeu a notícia de que o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), seu aliado, deverá assumir uma vaga no Conselho de Ética em substituição a Wladimir Costa (SD-PA), que se afastou por motivos de saúde. “Não estou nem aliviado nem angustiado”, respondeu o presidente.

Passaportes
Cunha foi questionado pelos repórteres sobre a informação, divulgada por sites de notícias na tarde desta terça-feira (10), de que ele teria mostrado a líderes partidários passaportes que comprovam dezenas de viagens suas na década de 80 a países da África. Cunha afirmou na semana passada, em entrevista à TV Globo, que os recursos usufruídos por ele no exterior vieram de negócios de venda de carne no continente africano. Investigado na Operação Lava Jato, o presidente é acusado de manter contas bancárias na Suíça.

Ele não entrou em detalhes sobre o assunto dos passaportes, mas explicou: “Foi apenas para mostrar a eles [os líderes partidários] que não existe história, existe fato. Apenas mostrei uma simples prova de que o conteúdo que a gente estava divulgando era verossímil. Não foram provas formais, nem era esse o objetivo, e sim combater a especulação de que não teria existido isso.”

Na avaliação do deputado Paulo Pereira da Silva, os passaportes apresentados por Eduardo Cunha durante o almoço desta terça-feira com os líderes são provas suficientes para confirmar a sua linha de defesa. Já o deputado Henrique Fontana (PT-RS) afirmou que as explicações não são convincentes.

Da Redação/JPJ

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