“Criação de conselho LGBT vai inchar quadros públicos”, afirma vereadora Aimée Carvalho

A irmã Aimée Carvalho votou contra o Projeto de Lei do Executivo 60/2013, que pede a criação do Conselho Municipal de Políticas Públicas LGBT. Para a vereadora, a criação do conselho é uma questão política. “Entendo que, politicamente, a criação deste conselho é viável para muitos dos que estão aqui. No entanto, precisamos enxergar além da política partidária e exclusivista e pensarmos no povo do Recife como um todo, que não merece ter mais esse inchaço na estrutura municipal”, afirmou.

“O meu posicionamento não tem absolutamente nada a ver com a minha confissão de fé. Falo como vereadora e cidadã desta cidade, enquanto pessoa pública”, destacou ao iniciar seu discurso. “Na Câmara do Recife, represento os interesses da nossa sociedade como um todo. Não legislo em causa própria”, disse. “Seja hétero ou homossexual, a Constituição já garante o direito a inviolabilidade da vida privada. A criação de um conselho para garantir isto é absolutamente redundante e dispensável, soando, até mesmo, inconstitucional”, destacou a parlamentar em seu pronunciamento.

“Faço parte da base aliada da atual gestão e tenho trabalhado em parceria com a mesma em uma série de aspectos. Apesar disto, não posso concordar com a criação deste conselho”, pontuou. A irmã Aimée também destacou que, em dezembro do ano passado, a Câmara de Vereadores concordou com o pedido de autorização para mudar a estrutura administrativa da prefeitura, reduzindo de 24 para 15 as secretarias municipais, um corte de gastos. A criação de mais um conselho onera o erário público com o pagamento de diárias para viagens, por exemplo.

“Temos na estrutura do município as Secretaria de Desenvolvimento Social, Juventude, Políticas sobre Drogas e Direitos Humanos e a Secretaria de Governo e Participação Social, que já abraçam a causa defendida pela população LGBT”, destacou “Se já temos secretarias trabalhando o tema, entendo que a criação de um conselho somente incharia os quadros”, conclui a vereadora.

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