Blog apoia o movimento e a greve dos servidores do Jaboatão. Sabem o porquê?

A luta da classe trabalhadora na história deste país tem sido muito árdua e ingrata. Todas as vezes que um gestor pretende melhorar as finanças do seu município ou mesmo de sua empresa, a primeira coisa que eles focam, é o salário do trabalhador, tem sido assim desde que o capital foi encarado de frente pelos operários.

Bem, tenho conversado com alguns vereadores e escutado muitas opiniões dos que defendem o projeto do governo e em todas as argumentações vejo um pouco da síndrome de lagartixa, com todo o respeito que tenho as lagartixas. Vejamos alguns pontos que precisam ser ditos e que devem ser analisados pelos que estão a favor desta reforma.

Quando você percebe que existem distorções na folha de pagamento de uma empresa, e estas distorções já perduram por muito tempo, quer dizer, as vezes por anos, é importante avaliar que esta distorção (gratificação, horas trabalhadas, adicionais conferidos por lei ao trabalhador) depois de um certo tempo incorpora-se a renda familiar do trabalhar, passando a ser salário, independentemente se está correto ou não, mesmo porque a responsabilidade da incorreção é do gestor e não do trabalhador. Avaliando cada distorção, apresentada pelo gestor, será desumano de uma só vez dizer que este adicional ou mesmo hora extra vai sair do salário do salário do empregado, sabem porquê? Por que o salário tem caráter alimentar e não pode ser diminuído ao reboque da Lei, neste caso, a remuneração que seria a soma de todos os adicionas passam a ser da família do trabalho, e qualquer que seja a motivação para retirá-lo não terá muita consistência jurídica, por isso, as empresas que foram privatizadas, no momento da sua preparação para a venda, teve que indenizar todas estas horas e na maioria dos casos incorpora-las aos seus salários, para que daquela data em diante, os novos empregados não tivessem mais estas inconsistências. Pois é, o projeto pode até ser o mais justo ou importante, mais a falta de clareza e discussão com a classe trabalhadora municipal tem sido a grande lacuna deste governo. O trabalhador pelo princípio da proteção e o da primazia da realidade, não pode sofrer perdas sem que estes princípios sejam levados em considerações.

O Salário Sr. Prefeito é da família, portanto, ao atingi-lo em suas tentativas de da ordem a casa, se é que vai conseguir, não pode chegar ao que temos de mais importante, que é a família, e neste caso, a do servidor. Repense no que estas fazendo e reveja suas posições. As vezes rever é mais importante do que avançar de qualquer forma.

ESTAMOS JUNTOS NESTA LUTA. CONTEM COM O NOSSO APOIO.

Roberto Santos

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